segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Memória.


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987). Sempre.

sábado, 29 de outubro de 2011

Cerejeiras em flor.

Poesia pura. Lágrimas nos olhos. Delicadeza. Muitos suspiros pelas cerejeiras que eu tanto amo. Emoção por ver um amor real, com tantos defeitos como as nossas histórias de amor reais. Compreensão. Porque é possível se sentir sozinho e perdido em plena multidão. É possível e real a dor da saudade, o arrependimento do que não dissemos ou fizemos. E cada um tenta se perdoar como pode.
É bem mais que uma história de amor. Filme para nunca esquecer.

Sakura, ou flor de cerejeira, é a flor símbolo do Japão e representa a felicidade e as coisas efêmeras da vida devido ao seu curto período de floração, que é muito apreciado pelos japoneses (Hanami = observação das flores). Título perfeito para o filme, que mostra momentos tão importantes que nós, quase sempre, deixamos passar despercebidos no nosso dia a dia. Fica a lição de viver não apenas a vida, mas o amor, naqueles momentos únicos que passam por nós, mas que não voltam nunca mais.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mary and Max



Quando vi um trechinho desse filme pela primeira vez, não duvidei nem por um instante que eu iria me apaixonar. A história de "Mary e Max, uma amizade diferente" conquista não apenas os que acreditam nas amizades que se constróem superando distâncias, culturas, idade e tempo, mas todos aqueles que sabem ver o mundo com olhos que sabem sentir. É impossível não sorrir ao ver Mary escrevendo suas cartinhas debaixo do cobertor à noite, da mesma forma que é impossível não se emocionar com as pequenas doses de afeto que os personagens trocam durante os anos de correspondência que mantêem entre si.
O filme aborda com muita delicadeza as características da Síndrome de Asperger sendo muito ilustrativo nesse sentido, já que a falta de conhecimento sobre a questão só gera mais preconceito e exclusão.
Triste e bonito, Mary e Max é uma aula sobre a vida, sobre amizade, sobre aceitar-se com todas as imperfeições e também sobre a solidão, nem sempre visível, mas tão presente nos dias de hoje. Recomendo com todas as estrelas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Departures


Porque todo fim é mesmo uma oportunidade para recomeçar. Lindo demais esse filme.

How to be alone

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ready to go.

A mala está pronta. O coração está ansioso. O corpo está exausto dessa semana punk. A sexta feira foi como entrar em uma batalha sem saber que era batalha, sem nenhuma arma na mão. Isso cansa qualquer coração.
Mas amanhã é dia esperado, desejado, contado nos dedinhos da mão. Que seja doce.

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada."

Caio Fernando Abreu. (Os dragões não conhecem o paraíso)

E hoje vi essa frase em um dos novos blogs que apareceram por aqui, e achei perfeita pra hoje, aliás, para sempre:

...que mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista, nem de sonho, a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. (Caio F. Abreu)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Chico.


Dia 22/07/11, para a alegria geral.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Poesias de Clarice

A mágoa,
Os telhados sujos a sobrevoar
Arrastas no vôo a asa partida
Acima da igreja as ondas do sino
Te rejeitam ofegante na areia
O abraço não podes mais suportar
Amor estreita asa doente
Sais gritando pelos ares em horror
Sangue escoa pelos chaminés.
Foge foge para o espanto da solidão
Pousa na rocha
Estende o ser ferido que em teu corpo se aninhou,
Tua asa mais inocente foi atingida
Mas a Cidade te fascina.
Insiste lúgubre em brancura
Carregando o que se tornou mais precioso.
Voas sobre os tetos em ronda de urubu
Asa pesa pálida na noite descida
Em pálido pavor
Sobrevoas persistente a Cidade Fortificada escurecida
Capela ponte cemitério loja fechada
Parque morto floresta adormecida,
Folha de jornal voa em rua esquecida.
Que silêncio na torre quadrada.
Espreitas a fortaleza inalcançada.
Não desças
Não finjas que não doi mais
Inútil negar asa partida.
Arcanjo abatido, não tens onde pousar.
Foge, assombro, inda é tempo,
Desdobra em esforço a sua medida
Mergulha tua asa no ar.
Clarice Lispector
Publicado no Diário de São Paulo em 5/1/1947.
Foi mantida a grafia original.
Para ler a matéria inteira sobre a (verdadeira) poesia de Clarice, vejam o site da Cosac Naify: http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=8284

sábado, 28 de maio de 2011

84 Charing Cross Road



Desde o ano passado que este livro está na minha estante, aguardando a hora de ser lido. Não vou dizer que me arrependo de não ter lido antes; acho que o momento agora foi um dos mais perfeitos. No fundo, acredito até que ele estava esperando esse momento chegar, para chamar minha atenção para essas páginas amareladas na minha estante.

Depois de ter lido e amado "a sociedade literária", esse foi o livro que mais se aproximou do encantamento que eu senti pelos moradores da ilha de Guernsey. Mas, diferente de "A sociedade literária e a torta de casca de batata", *84 Charing Cross Road* (ou "Nunca te vi, sempre te amei" em português) é uma história real. E o que mais posso dizer? Que me senti em casa em meio a essas cartas que recontam uma grande amizade entre pessoas que nunca se viram, mas que se compreendem imensamente, porque o que as une é um grande amor pelos livros.

Chorei com a mesma tristeza que Helene deve ter chorado quando recebeu a última carta, e imagino que sentirei a mesma alegria e emoção que ela sentiu quando, depois de tantos anos, finalmente pisou em Londres pela primeira vez. No livro alguém diz que as pessoas encontram em Londres exatamente o que estavam procurando. Helene disse que queria encontrar a Inglaterra da Literatura Inglesa, mas acho que ela acabou encontrando muito mais que isso. Estou sonhando com a minha chance de caminhar pela Charing Cross Road e encontrar a Londres com que eu sempre sonhei.



Gostei tanto desse livro que ontem saí em busca do filme, com o mesmo título e um grande elenco (Anthony Hopkins, Jude Dench e Ann Bancroft). Recomendo tanto o livro quanto o filme, para todos aqueles que compartilham comigo esse amor pelos livros, pelas cartas e por essas amizades que surgem apesar das distâncias e que, de tão especiais, merecem ser recontadas.