terça-feira, 3 de maio de 2011

Aniversário.

Leva um tempo grande para a gente entender a importância do tempo. E às vezes, mesmo com uma vida inteira, nem sempre temos a dimensão exata de seu valor. Invariavelmente, no dia do seu aniversário, você vai ouvir alguém dizer do tempo que passou, que "a idade está chegando", que "está ficando mais velhinha". Pode até bater aquela preocupação clássica por faltar tão pouco para se tornar uma balzaquiana. Confesso que nos dias antes do meu aniversário geralmente fico mais pensativa, um pouco mais triste, não consigo evitar de pensar em tudo que eu planejei e não consegui; em tudo que eu imaginei e que na realidade não é bem assim. Tanto que nem sinto muita vontade de comemorar. Afinal, é um dia como outro qualquer, não?
Mas aí vem a tal da mágica do tempo. E no dia do seu aniversário, mais do que em qualquer outro dia, essa mágica parece vibrar mais forte em você. E o tempo, sábio conselheiro, apresenta diante do seu mundo uma infinidade de possibilidades. Há tanto ainda a fazer! E a gente simplesmente acorda mais novo, e não mais velho, porque sentimos que estamos, sim, recomeçando.
Mas a mágica que eu mais gosto nesse dia é toda a energia que a gente recebe, em cada parabéns, em cada mensagem, em cada ligação às vezes de tão longe, em cada presente. E a gente se sente renovado porque nesse dia inteiro, teve alguém que pensou em você com carinho em cada minutinho, e pensar com carinho é enviar energias positivas para alguém. E então a gente percebe quanta coisa boa a gente plantou; que aquela amiga que estava brava com você não está mais; que aquele amigo que sumiu na verdade não esquece de você; e que você já fez muita coisa boa sim, apesar de todos os muitos erros, que todos nós cometemos. Mas existe algo de mágico mesmo no tempo, que se mostra inteiro pra gente nesse dia em que (re)nascemos: é que ele nos mostra como é possível sermos amados do jeito que nós somos, metade erro, metade acerto, seja como for.
É por tudo isso então que o dia do aniversário é para mim um dia de agradecer. Por todas as graças, por todas as bênçãos, por todo o carinho. Meu aniversário já está acabando, mas eu não podia deixar de agradecer aos meus amigos, que me emocionaram com coisas tão doces nesse dia 3. Obrigada por me amarem desse jeito que sou.

domingo, 1 de maio de 2011

Yes, but no...

O Tumblr Yes, but no está fazendo sucesso com algumas frases bem legais para acabar com o preconceito e alguns estereótipos ridículos que persistem por aí. Separei alguns do Brasil para compartilhar aqui, mas tem sobre todos os assuntos. Quem nunca ouviu alguma dessas frases, favor considerar-se uma pessoa de sorte.





Mas um dos que eu mais gostei foi este aqui:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

On Being Wrong



Encontrei esse vídeo hoje sobre erros e achei muito interessante. E concordo mesmo que é quando a gente não tem tanta certeza se estamos certos que aprendemos e produzimos mais. E também temos mais chances de nos encantar com a vida, do jeito torto que ela se apresenta para nós. Vale a pena assistir.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Baladas

Corpo de argila
meu triste corpo
não é verdade

se te disserem
minha elegia
ser mais vaidade
do que homenagem.

Por que o seria?
Me adivinhaste
quando a palavra
nada dizia

e longo tempo
(quando se amava)
havia dias
em que choravas

e estremecias.

Falam de ti.
Da tua pouca
fidelidade.

Mas o que importa
a infinidade
dos teus amantes
se toda vez
que te entregavas
extenuado

te perdias.
Ah, se a poesia
me permitisse
vôos mais altos

mesmo na morte
as confidências
que eu te faria...

Ainda me tens.
E bem por isso
destila em mim
teu peso enorme.

E no poema
que te dedico

meu triste corpo
ainda uma vez
chora comigo
chora comigo.

Hilda Hilst. Baladas. São Paulo: Globo, 2003. pág. 102-103

quinta-feira, 31 de março de 2011

Viva la vida




Para celebrar a vida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

From Taiwan

Postal lindo que eu recebi hoje, de Taiwan.
E a gente fica sem palavras diante de uma foto tão linda assim.

terça-feira, 22 de março de 2011

A literatura em perigo



"Hoje, se me pergunto por que amo a literatura, a resposta que me vem espontaneamente à cabeça é: porque ela me ajuda a viver. Não é mais o caso de pedir a ela, como ocorria na adolescência, que me preservasse das feridas que eu poderia sofrer nos encontros com pessoas reais; em lugar de excluir as experiências vividas, ela me fez descobrir mundos que se colocam em continuidade com essas experiências e me permite melhor compreendê-las. Não creio ser o único a vê-la assim. Mais densa e mais eloquente que a vida cotidiana, mas não radicalmente diferente, a literatura amplia o nosso universo, incita-nos a imaginar outras maneiras de concebê-lo e organizá-lo. Somos todos feitos do que os outros seres humanos nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente. Ela nos proporciona sensações insubstituíveis que fazem o mundo real se tornar mais pleno de sentido e mais belo. Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, ela permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano. "
(Tzvetan Todorov em A literatura em perigo)

domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

O peso das palavras

Um dia, depois de já ter sido muito machucada por palavras alheias, ditas sem o menor cuidado (aquele cuidado de que carecem as palavras lançadas ao vento, na direção dos outros), a gente aprende a se defender; a gritar e dizer "chega!", a não deixar mais doer. Leva tempo, e pode não durar muito tempo, talvez a gente tropece de novo, mas é algo que vale a pena tentar fazer. Porque somos nós que escolhemos o que vai doer em nós. E cabe a nós não confundir amor com aceitar tudo.

Um livro muito sábio me ensinou que "Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas." [*pág. 26]. Aceitar os nossos próprios fracassos não é tarefa fácil, mas o que ajuda muito é saber que ainda teremos muitas oportunidades de recomeçar e, quem sabe, acertar. Parar de ficar remoendo os fracassos é também libertador.

Mas às vezes são os outros que vivem remoendo os nossos fracassos por nós, e isso nos derruba. E nesses casos temos que aprender a não deixar as coisas que são ditas nos derrubar. E é disso que eu estou falando nesse post meio sem sentido e totalmente desabafo como não escrevo há muito tempo: desse poder incrível que as palavras têm de edificar ou destruir. Aliás, como tudo na vida, que pode ser usado para o bem ou não. Só que as palavras parecem ter um peso tão maior! Principalmente se forem ditas por quem a gente ama e respeita. Daí a responsabilidade maior de quem é pai ou mãe: tudo que você disser tem peso duplo na vida dos filhos.

Às vezes, o que falamos sem pensar pode ficar como uma marca, como aquela fita que prendemos no caule das plantinhas que estão crescendo, para determinar que rumo o caule vai tomar. Às vezes pode impedir que a plantinha caia, mas também pode impedir que ela cresça linda do seu jeito único, com todas as imperfeições de um caule que foi lutando para se estabelecer livre no lugar que queria.

Tudo isso então foi para dizer que é bom sempre pensar bem antes de dizer as coisas. Que as palavras têm um peso, uma energia, que certamente atinge seu alvo. Por isso que todas as coisas negativas que falamos a respeito de alguém podem sim fazer mal para essa pessoa. São energias negativas que estamos enviando através do nosso pensamento. Pelo mesmo motivo quando falamos bem de alguém, enviamos boas energias, porque o nosso pensamento está vibrando positivamente em direção a essa pessoa. É isso o que acontece quando fazemos uma prece: vibramos positivamente na direção de uma pessoa. E mesmo que esteja longe, esse alguém vai sentir nosso amor, nossa energia, em pensamento.

Estamos muito acostumados a falar sem medida, sem pensar. Dizemos geralmente tudo que vem na nossa cabeça, e com isso muitas vezes estamos bombardeando os outros com energias não tão boas assim. Mas esse é o tipo de coisa que só cabe a nós mesmos mudar: é um exercício diário de contar até 10 antes de sair despejando o mau humor, a nossa raiva, a nossa frustração e principalmente, o nosso julgamento nos outros. É realmente importante respeitar o peso das palavras. Por que alguém muito sábio me disse que tudo que enviamos para o universo volta pra gente.


*do livro "Renovando atitudes", Ed. Boa Nova, 2010, Francisco do Espírito Santo Neto (ditado por Hammed).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Das coisas lindas



Presentinho fofo da Lia que chegou hoje pelo correio.
Amei o chaveirinho! Obrigada, Lia! =]